
Ontem, acabando o prêmio da música brasileira, fiquei um pouco a mais no sofá (a maldita inércia), o suficiente para que se iniciasse o filme da sessão de gala, na globo. Pensei: aposto que o filme que vai passar é bem melhor do que o do Domingo Maior (invariavelmente um lixo....). Não deu outra: fui surpreendido por um filme bom, com roteiro diferenciado e ótimas atuações.
Harold (Will Ferrell) é um auditor da receita que, a partir de um dado momento, interage com a narradora do filme. Ele se vê enlouquecendo com as vozes dessa mulher e procura ajuda médica, até que chega a Hilbert (Dustin Hoffman), um professor de literatura que acaba por compreender o drama do protagonista. Paralelamente, Harold se envolve com uma contribuinte e tem sua vida transformada, em parte por suas emoções, em parte por se descobrir no meio de uma trama que não pode controlar. Paradoxalmente, essa loucura o traz de volta à sanidade. O filme desenvolve - bem - a tensão comédia e drama através de passagens sutilmente engraçadas, revelando uma fineza de humor rara nos filmes americanos. O modo não usual de interação narrativa-personagem é interessante e as atuações atuações de Will Ferrell, Dustin Hoffman e Emma Thompson estão excelentes.
Enfim, o filme é bom. O problema é ter de aguentar até 3:30 para ir dormir...
Abraços!
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