sexta-feira, 20 de abril de 2012

Shame

Shame, de Steve McQueen, é um filme daqueles que levam alguns dias para serem digeridos, e dificilmente será esquecido pelo cinéfilo. É perturbador - mas consegue ser belo. Com poucos diálogos, diz muito sobre as pessoas, os relacionamentos, a busca de sentido da vida, sobre o nosso tempo.

As recorrentes cenas com longos silêncios e olhares perdidos lembra um pouco David Lynch e o também ótimo Bubble, de Steve Soderbergh. Mas Shame é melhor do que Bubble (ainda um tanto preso a uma narrativa convencional, apesar de ter uma estética interessante) e, ao contrário dos filmes de Lynch, não fala ao nível do onírico, mas sim na dimensão real e cotidiana das angustiantes vidas de seus personagens centrais.

Além disso, a atuação de Michael Fassbender (Bastardos Inglórios, X-Men: Primeira Classe) é impressionante. Seria digna de um Oscar, se o Oscar fosse digno de filmes como Shame e de atuações como a de Fassbender.

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