domingo, 12 de junho de 2011
Eu vi uma peça!
A alma imoral. Não é cinematográfica, mas como arte-irmã, vale a indicação de uma experiência teatral fantástica. Adaptação de Clarice Niskier sobre texto de Nilton Bonder, é um monólogo que toca profundamente as angústias e dilemas do homem normalizado pela culpa: com base no eixo corpo moral/alma imoral, discorre sobre certo-errado, controle-liberdade, obediência-desobediência, culpa-não culpa. Emocionante. Impressiona a leitura filosófica de um texto denso, sem, contudo, a arrogância que costuma marcar monólogos desse tipo. É um grito libertário, humano, em favor de nossas vicissitudes. As palavras da atriz gravam profundamente, exigindo um tempo de reflexão. A peça deve sair de cartaz em breve.
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