
Por falhar em palhaço.... que beleza de filme!
Charles Chaplin faz graça com o amor, dimensionando a temática do romântico vagabundo que os dias de hoje não permitem existir.
Chaplin faz um morador de rua gentil, atento à vida e aos outros... da humanidade de sua personagem, rebelde ao trabalho e às agressões à pessoa, pessoa simples e boa, contrapõe-se a futilidade do relacionamento do grande burguês, que no meio de sua bebedeira faz do outro um apoio, usa sua amizade para logo a desprezar, vivendo dois mundos, do trabalho e da fuga.
Ri muito; Chaplin se mostra palhaço maestro de um grande circo, em que a diversão se mistura a uma refinada crítica à alta sociedade da época.
E no meio disso, o amor... um romantismo cavalheiro, que enfrenta a paz, a miséria e o trabalho, que desafia o físico e a lei!
Altamente recomendado, não à toa foi eleito um dos 100 filmes! Abraços!
